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Afinal, para que eu pago IPTU?

9 janeiro 2010 No Comment

Afinal, para que eu pago IPTU?

ATENÇÃO 1

Janeiro é mês de pagar o IPTU, O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana.

Ao contrário do que o senso comum acredita o IPTU não é pago para manutenção das ruas, calçadas e outros serviços públicos ligados à propriedade imóvel de um. O imposto de qualquer imposto, é pago para Gerar receita, isto é, arrecadar dinheiro para os cofres públicos. É Através da cobrança de impostos que os Governos na esfera federal, estadual e municipal recolhem Fundos para o Erário.

O IPTU é devido pela pessoa física ou jurídica que Possui imóvel em zona urbana de município, esta pessoa é chamada de contribuinte. O motivo pelo qual o proprietário de imóvel DEVE pagá-lo, ou mais especificamente o fato gerador do imposto, é a propriedade, domínio útil ou posse do imóvel. Ou seja: quem é proprietário de imóvel DEVE IPTU Porque Possui imóvel em zona urbana e pelo Sinal de riqueza Que se EMITE por ter aquele imóvel. Segundo esta lógica, quanto mais caro o imóvel que Esteja localizado em região mais valorizada, maior será o Imposto Devido; é também verdadeiro o inverso: quando menor o valor do bem imóvel e quanto menor a menor valorização da área onde ele está localizado o, Valor a ser pago a título de IPTU. Daí porque há a figura dos imóveis isentos de IPTU.

A isenção, a grosso modo, é uma forma de não cobrar o imposto daqueles que se enquadram entre os contribuintes, porém por conta de circunstâncias objetivas, como o pequeno tamanho ou valor do imóvel, são dispensados do pagamento. Os isentos de todos os impostos são Aqueles que se enquadram como contribuintes, isto é, pessoas que Cometeram o fato gerador do imposto, que praticaram o motivo que os faz o dever imposto, porém o Sinal de riqueza eles que emitem não os qualifica para pagarem o imposto. Prédios pertencentes ao Poder Público, os templos de qualquer religião, Aqueles de partidos políticos, de entidades sindicais de trabalhadores, de Instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos são imunes de impostos. O resultado da isenção e da imunidade é o mesmo, ou seja, não Devem o imposto. Porém há uma diferença: o isento pode, eventualmente, vir a dever o imposto, já que ele é contribuinte, porém isento, enquanto a imunidade garante que jamais haverá uma incidência do imposto.

Nem todo um imóvel de município está localizado em zona urbana, alguns estão localizados em zona rural. Politicamente, o Território de um país é dividido em estados e municípios em cada estado. Contingências políticas e históricas Determinaram os Limites Territoriais de cada município e cada qual termina onde se inicia outro, desta forma não há uma propriedade que não pertença um município um, muito embora esta propriedade POSSA não estar localizada na zona urbana do Município, mas no campo , isto é, na zona rural.

A classificação entre zona urbana ou rural de um imóvel nem sempre obedece ao senso comum. Assim, imóveis localizados mesmo sem que nossos sentidos qualificariam como zona rural, pode, na verdade, para a Lei, situar-se em zona urbana. Para que um imóvel seja classificado como localizado em zona urbana, ele DEVE ser atendido por pelo menos dois dos seguintes melhoramentos Construídos ou mantidos pelo Poder Público: (1 Meio)-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; (2) Abastecimento de água; (3) sistema de esgotos sanitários; (4) Rede de Iluminação Pública, com ou sem POSTEAMENTO para distribuição domiciliar; e (5), escola primária e / ou um Posto de Saúde uma distância máxima de três quilômetros do imóvel considerado. Ou ainda lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, Destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas Definidas como propriamente urbanas.

Classificando-se como localizado em zona urbana, o imóvel é passível de cobrança do IPTU, Aqueles imóveis que não atendem esta classificação Devem o ITR, imposto sobre propriedade territorial rural, que é devido à União.

A competência do IPTU é do município. Isto é, é o município que Estabelece por lei os valores que Serão pagos de imposto bem como também fica com tudo o que for arrecadado a título de pagamento do IPTU.

O dinheiro arrecadado pela cobrança de impostos pode ser usado livremente pelo Poder Público para o atendimento de suas Finalidades, daí porque os impostos são classificados como tributos Não Vinculados, Isto é, o dinheiro arrecadado com um imposto não precisa ser utilizado para atender as demandas do fato que o gerou.

No caso específico do IPTU: O dinheiro arrecadado com uma cobrança do IPTU, Com uma cobrança da propriedade de terrenos ou prédios localizados em área urbana, não precisa ser aplicado em melhoramentos para estes mesmo imóveis. Tanto é assim que um imóvel servido por rua não asfaltada, outro quando da pavimentação da via, deve-se tributo, a Contribuição de Melhoria.

Deste modo, os valores Arrecadados pela cobrança do IPTU, E outros impostos municipais, um Integram a receita do município e são utilizados para que este devolva este dinheiro, arrecadado dos Cidadãos, na forma de Benefícios e Serviços Públicos, inclusive com o pagamento dos funcionários públicos.

O IPTU Tem como fato gerador uma propriedade, domínio útil ou posse em uma zona urbana de município. A propriedade é direito que uma pessoa tem de usar e dispôr, gozar, no caso, de seu imóvel, dentro dos limites normativos. Já o Domínio útil é a aquisição da propriedade por e enfiteuse ou aforamento, por sua vez, a posse é o Exercício de alguns direitos inerentes à propriedade.

Autora Dra. .. Valéria Reani

Publicação Dra. Valéria Reani

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