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As férias estão chegando? Você vai vender suas férias?Como calcular?

25 junho 2010 No Comment

O lazer é essencial para a sobrevivência do homem. Ter um “hobby” é um hábito muito positivo.

“Hobby” para ser importante tem que se revestir de certo compromisso, ou seja, deve nos ocupar com alguma constância.

Como esses passatempos são principalmente para desviar a atenção das pessoas em relação a seus trabalhos rotineiros, não é válido fazer do trabalho um “hobby”.

Ser um “workólico” (pessoa viciada em trabalho) é uma doença que deve ser combatida.

As atividades prazerosas que quebram a rotina do dia-a-dia são encaradas como minúsculas férias que ajudam a viver mais e melhor.

A rotina dos profissionais está cada vez mais corrida. A demanda de tarefas aumenta sempre, bem como a pressão das empresas. Além disso, há o trânsito, a violência, a quantidade de informações que chegam para as pessoas, de maneira rápida demais, devido ao avanço da Internet.

Nesse contexto, as férias deixaram de ser luxo para se tornar necessidade, uma vez que a grande importância das férias é recarregar as baterias.

Graças ao descanso, o trabalhador volta motivado, com mais energia para realizar as tarefas diárias.

Especialistas afirmam que as férias contribuem para a recuperação dos tecidos corporais que estavam sendo prejudicados pelas longas jornadas de trabalho e/ou postura inadequada no dia-a-dia.

Como o trabalhador sai de sua rotina normal, ele deixa de sobrecarregar as estruturas que normalmente são exigidas na sua atividade profissional, evitando lesões e doenças.

Mas nem todos aproveitam as férias como deveriam.
O que acontece é que o profissional fica com medo de se afastar da empresa e o chefe perceber que ele é dispensável.

Além disso, não quer ficar alheio aos acontecimentos da empresa.

Com tudo isso, ele escolhe vender suas férias. Alguns empresários concordam com essa postura, que pode prejudicar não só o funcionário, mas também a empresa.

Quem não quer tirar os 30 dias corridos a que tem direito deve tirar ao menos duas semanas.

Caso você faça essa opção, então estará vendendo dias de férias!

Saiba que vender férias é uma atitude muito comum entre os brasileiros, principalmente para quem está endividado e precisando de dinheiro
A legislação brasileira limita a dez dias a quantidade de tempo das férias que pode ser vendida pelo funcionário à empresa.
Nesse caso, o profissional tem direito a receber: 20 dias de férias, indenização (referente aos dez dias vendidos), dez dias de trabalho e o terço constitucional na íntegra.

Como calcular?

Veja o que você deve somar ao cálculo, para chegar ao montante a que tem direito:
 20 dias de férias
 abono referente aos dez dias vendidos;
 um terço do salário na íntegra;
 depois, na hora de receber o salário, este deverá conter os dez dias das férias trabalhados.
Confira o exemplo para um profissional que recebe R$ 3 mil, ou R$ 100 por dia:
 R$ 2 mil das férias;
 R$ 1 mil do abono;
 R$ 1 mil do terço constitucional;
 R$ 1 mil referente aos dez dias das férias que trabalhou, valor que é pago na hora de receber o salário;
 Total: R$ 5 mil.

Vale a pena?

Depende! Para quem está endividado e precisando de dinheiro, pode valer a pena vender dez dias das férias, mas sem esquecer de que parte da quantia a que tem direito não será paga antes.
A decisão de vender ou não os dez dias é do empregado e a empresa não pode forçar ninguém a tomar essa decisão.
Ressaltamos, porém que as férias são necessárias para que se possa viver melhor, com mais saúde e disposição. Faz parte do jogo da sobrevivência.
Saiba tudo sobre Férias vendidas, Imposto de renda sobre férias vendidas, solicita a legislação sobre o assunto no site www.valeriareani.com.br
Respeite os Direitos autorais.
VALÉRIA REANI
ADVOGADA- OAB/SP 106061
GRADUADA E PÓS GRADUADA em Direito pela Universidade
Católica de Santos-UNISANTOS com especialidade em Direito do Trabalho,
Direito do Consumidor, Meio Ambiente,Direito dos Idosos e Deficiente físico Responsabilidade Social
EXTENSÃO em Direito e a Internet e Tecnologia da Informação
AUTORA de Publicações Digitais: “A Advocacia Preventiva”, “Advocacia”
“Direito do Consumidor e o “e-commerce” entre outras
COLUNISTA JURÍDICA:Coluna Saber Direito no Jornal Cidade On Line,Momento Jurídico no Portal Clube Jurídico, Overmundo,Arcos, Artigonal, Recanto das Letras, Coluna Momento Cidadão no Jornal 100% Vida, Artigo.com,Coluna Tudo Legal no Jornal RMC, Coluna Falando Sério no Portal de sousas e Barão Geraldo
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Por Dra. Valéria Reani

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