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Mercado de trabalho: Preconceito contra os ” Gordinhos”!

30 agosto 2011 No Comment

Ser visto como preguiçoso, afastar-se constantemente do trabalho devido a doenças relacionadas à obesidade, sentir-se discriminado. Essas são as queixas mais comuns de profissionais que sofrem com o excesso de peso.

Além dos danos à saúde, à vida social e conjugal, os quilos a mais podem prejudicar, e muito, a vida profissional. Estudos apontam que quanto mais obeso o trabalhador, maior é o número de licenças médicas e dias de ausência no trabalho por ano e mais precoce é a sua aposentadoria.

Outras pesquisas também mostram que pessoas com sobrepeso têm mais dificuldade para conseguir emprego e geralmente ocupam cargos menos expressivos e com pior remuneração.

Um dos fatores que influenciam nessa condição é a falta de informação, principalmente da população de baixa renda, que assiste a um crescimento inesperado da obesidade em seu meio. Nessa esteira, muitas empresas deixam de contratar profissionais obesos, tornando-os excluídos do mercado de trabalho.

Diversas atividades que fazem parte da rotina de trabalho requerem certa agilidade, como subir escadas, passar por corredores estreitos ou ocupar espaços confinados, e tudo foi projetado para pessoas magras. Até mesmo as viagens se tornam um tormento para os obesos, pois o uso de poltronas de aviões se transforma em dificuldade.

Segundo especialistas, os profissionais com IMC (índice de massa corpórea) muito acima do ideal são os que mais sofrem com as doenças e a dificuldade de mobilidade, mas também é comum pessoas com sobrepeso sofrerem discriminação com motivação estética, o que causa danos psicológicos sérios.

Recente relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) aponta esta nova forma de discriminação no mercado de trabalho. Além das dificuldades crescentes enfrentadas por pessoas mais jovens e os idosos, a predisposições genéticas e o estilo de vida das pessoas, como fumantes e obesos, também começaram a pesar na disputa de uma vaga.

O estudo, que tem por objetivo analisar a discriminação profissional, mostra que as formas tradicionais de discriminação, como sexo, raça e religião continuam presentes no mercado de trabalho.

Um tema destacado na publicação é a persistência das desigualdades de gênero no emprego e a necessidade de adoção de políticas integradas para abordar a discriminação nas remunerações, a segregação ocupacional e a necessidade de conciliar o trabalho com as responsabilidades familiares.

O relatório cita como exemplo a União Européia, em que a diferença dos rendimentos brutos por hora entre homens e mulheres continua sendo em média de 15%. Apesar disso, o relatório mostra que as taxas de participação feminina na força de trabalho já chegam a 56,6%, o que contribuiu para diminuir a desigualdade em relação a esse indicador.

Uma medida que pode melhorar a situação das mulheres é a disponibilidade de empregos de boa qualidade como legisladoras, funcionárias principais ou gerentes, nos quais uma maior participação refletiria uma redução de barreiras discriminatórias. No mundo, as mulheres têm apenas 28,3% destes postos de trabalho.

Evolução
O relatório afirma que são importantes os progressos registrados no campo legal e institucional em muitos países, além do fato de que existem cláusulas relacionadas com a discriminação e a igualdade nos códigos trabalhistas adotados ou reformuladas recentemente.

No entanto, o estudo considera que ainda “persistem várias deficiências”, pois a aplicação da lei costuma ser defeituosa e em muitos países as instituições criadas para enfrentar a discriminação têm restrição de pessoal e de recursos.

O relatório apresenta diversos exemplos de discriminação baseada em raça ou religião, origem social ou casta, assim como aquelas a que são submetidos indígenas e migrantes. Além disso, alerta sobre as conseqüências da discriminação contra trabalhadores jovens e mais velhos, assim como a que está baseada na orientação sexual, Aids ou deficiência.

Uma das tendências detectadas recentemente é o surgimento de práticas que punem pessoas “com uma predisposição genética a contrair enfermidade específicas ou as que levam determinado estilo de vida”. O rápido desenvolvimento da genética e de novas tecnologias relacionadas com este campo facilitou a obtenção de informação.

O relatório diz que a prova genética tem efeitos em um trabalho no qual, por exemplo, os empregadores poderiam discriminar trabalhadores que tenham predisposição de desenvolver uma doença no futuro. A discriminação genética no local de trabalho foi provada e impugnada em diversas instâncias judiciais no mundo.

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sobre o assunto no site www.valeriareani.com.br

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VALÉRIA REANI

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