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Pegar no sono dirigindo é a maior causa de acidentes de trânsito

8 setembro 2010 No Comment

De cada três acidentes de trânsito, um é provocado pelo sono do motorista.

A maioria dos acidentes causados pelo sono é devido a uso de remédios.

Remédios simples como descongestionantes, e também substâncias mais fortes, como antialérgicos.

As associações médicas que lidam com o distúrbio do sono, sugeriram que todo medicamento que possa interferir na segurança do trânsito, provocando sonolência, deve ter um alerta na embalagem, informando que é proibido dirigir.

Para os médicos, esse alerta é muito importante, já que dificilmente algum motorista lê a bula do remédio, ignorando os efeitos colaterais, como o sono.

Motorista, quando bater o sono, sempre pare e cochile um pouco, caso contrário o cansaço irá continuar e isso poderá causar algum acidente.

Embora o sono seja um elemento dos mais importantes na causa de acidentes de trânsito, ele é muito pouco estudado, principalmente pela dificuldade de se pesquisar essa variável após a ocorrência de um acidente. São utilizadas duas taxas para estimar o número de acidentes por veículo a motor causados por sonolência.

A primeira é baseada na percentagem total de acidentes e o total de acidentes fatais que ocorrem nas horas de maior sonolência, das 2h às 7h e das 14h às 17h (42% do total e 36% dos fatais).

A segunda é a percentagem do total de acidentes ocorridos à noite (54%), quando os tempos de reação e de desempenho estão consideravelmente diminuídos.

A tendência a adormecer é também aumentada pela privação e pela interrupção do sono, sendo o efeito dessa perda acumulativo.

O sub-registro da sonolência existe por diversos motivos: os envolvidos não desejam referir nem aos policiais, nem amigos ou familiares, que eles dormiram na direção, porque isso significa admitir responsabilidade pelo acidente.

A sonolência é, muitas vezes, ignorada por falta de reconhecimento do motorista, que atribui o acidente a outras causas, como a má condição climática ou o estado insuficiente de preservação da rodovia.

Sinais de alerta

Os especialistas alertam os motoristas para vários sinais de alerta para quem está dirigindo com sono:

-Dificuldade de manter o foco da visão, com piscar freqüente;
-O motorista não se lembra dos últimos quilômetros que percorreu;
-A cabeça começa a pender para a frente;
-O condutor boceja e esfrega os olhos repetidamente;
-O carro sai da faixa de direção, invade o acostamento ou a pista contrária

 Assim sendo para não fazer do volante travesseiro siga as DICAS abaixo:

  1. Nunca dirija cansado (a);
  2. Jamais confie que ligar o som alto ou abrir os vidros vá manter você acordado (a);
  3. Se o sono apertar, PARE o carro para cochilar;
  4. Não tome bebida alcoólica ou remédios que provoquem sono;
  5. Se for viajar durma bem antes de ingressar na estrada;
  6. Evite dirigir à noite e reveze com outro motorista;
  7. Descanse a cada duas horas de direção;
  8. Se notar que está sonolento (a) tome uma xícara de café, mas lembre-se que a cafeína demora cerca de 30 minutos para fazer o efeito desejado;
  9. Evite refeições “pesadas” (de difícil digestão), caso você vá dirigir por muitas horas. A famosa “feijoada”, por exemplo, provoca sonolência;

 

Outros comportamentos de risco se associam aos acidentes de trânsito: alcoolismo e uso de drogas.

Há uma dificuldade de análise dos acidentes de trânsito em relação ao consumo de álcool e drogas já que o nível de metabólitos no sangue não se correlaciona com seu efeito na capacidade para dirigir.

No entanto, tem-se observado que os motoristas que utilizam estimulantes (anfetaminas) apresentam um risco aumentado de acidente de trânsito. Também há associação significativa entre acidente grave e uso de tranqüilizantes menores, como o diazepam.

Várias pesquisas apontam uma forte relação entre a ingestão de álcool e acidentes de trânsito. Há estudos que observaram que concentrações de 50mg/100ml de álcool no sangue podem provocar inaptidão para a condução de veículos (OMS, 1984).

Exames post-mortem de rotina em acidentados de trânsito observaram que proporção significativa dos motoristas mortos apresentavam alcoolemia elevada. Em vários países, o álcool é responsável por 30% a 50% dos acidentes graves e fatais (OMS, 1984).

Nos Estados Unidos, considera-se que um acidente fatal é relacionado ao álcool se o condutor ou pedestre apresentar, no momento do acidente, uma concentração de alcoolemia igual ou superior a 100mg/dl; esse nível é considerado de intoxicação.

A importância de medidas de caráter preventivo fica em evidência nos estudos realizados que apontaram uma tendência decrescente do beber e dirigir, até que se aprovou uma regulamentação mais flexível tanto na venda, quanto na propaganda de bebida alcoólica, com aumento da disponibilidade álcool.

A reincidência em infração de trânsito é maior em menores de trinta anos, e todos esses tipos de infração diminuem após essa idade, exceto aquele por dirigir alcoolizado, que se mantém constante em todas as faixas etárias, representando cerca de 50% das reincidências, dados confirmados em vários estudos.

Quanto maior o consumo geral de álcool, maior a freqüência de beber e dirigir. O consumo per capita de álcool absoluto, segundo informações que datam da última metade da década de 80, aumentou na região das Américas, em países como a Colômbia, Chile,  México, Panamá e Brasil – este último, com um aumento de 31%, foi o que mostrou o maior incremento (Yunes & Rajs, 1994).

Em 1993, no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, estudo realizado com 100 doentes traumatizados escolhidos aleatoriamente para realização de alcoolemia observou que 36 estavam alcoolizados, sendo a maioria jovem de 15 a 35 anos, e, entre estes, vinte sofreram acidente automobilístico.

Fonte Detran e Portal de Trânsito
Publicado e adaptado por Valéria Reani
Imagem Valéria Reani

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